Raabe era mesmo prostituta — e mentiu?
Era. O hebraico *zonah* é a palavra comum para prostituta, e nem a Septuaginta nem o Novo Testamento a suavizam — Hebreus e Tiago repetem o termo ao elogiá-la.
Boa parte das passagens difíceis sobre fé soa como cobrança: mover montanhas, não duvidar, pedir e receber. Lidas no contexto, várias delas são hipérbole de ensino, e outras respondem a uma pergunta que o texto faz antes — e que a citação isolada apaga.
10 explicações neste tema.
Era. O hebraico *zonah* é a palavra comum para prostituta, e nem a Septuaginta nem o Novo Testamento a suavizam — Hebreus e Tiago repetem o termo ao elogiá-la.
É citado três vezes no Novo Testamento e foi o versículo que reorganizou a vida de Lutero. E há uma diferença real entre o que ele significa em Habacuque e o uso que Paulo faz dele.
É fácil ler este versículo ao contrário do que ele diz: como se o grão de mostarda fosse metáfora para um milagre pequeno — mover uma pedrinha, não uma montanha inteira. O texto faz o oposto: o grão de mostarda é o tamanho da fé necessária, algo minúsculo, e a montanha é o tamanho do resultado — algo enorme, impossível por meios naturais.
O verbo é forte: "não pôde". Mateus 13:58, narrando o mesmo episódio, escreve "não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles" — e a diferença entre os dois é objeto de discussão desde a antiguidade.
É uma das cenas mais desconfortáveis dos evangelhos, e as tentativas de suavizá-la costumam ser fracas. Vale começar pelo que o texto de fato traz.
A expressão grega πίστις Χριστοῦ, pistis Christou, aparece três vezes neste trecho, e a gramática grega, por si só, não decide o que ela significa. É possível traduzi-la, como quase toda versão em português faz, por "fé em Cristo" — a fé que o crente deposita nele. E é possível traduzi-la, como parte da exegese acadêmica das últimas décadas defende, por "a fidelidade de Cristo" — a fidelidade que o próprio Cristo exerceu, sobretudo ao ir até a cruz.
Imputação é termo técnico de origem contábil: creditar algo à conta de alguém. A doutrina da imputação da justiça de Cristo afirma que, na justificação, a justiça perfeita de Cristo é creditada — contada, reconhecida legalmente — à conta do crente que crê, distinta de uma justiça infundida gradualmente dentro dele ao longo do tempo.
A imagem popular é de um estádio, com os fiéis do passado assistindo da arquibancada. Ela é bonita e provavelmente não é o que o texto diz.
A tensão é real e foi levada a sério desde o começo — Lutero chamou Tiago de "epístola de palha" por causa dela.
É o texto de onde vem a palavra "apologética". O termo grego é *apologia* — a defesa apresentada num tribunal, a resposta formal a uma acusação.
O mesmo tema, cortado pelo motivo de a passagem ser difícil. Saber que uma frase é hipérbole, e não ordem literal, costuma resolver a dúvida antes da explicação.