domingo, 23 de agosto de 2026
Deus abençoou as parteiras egípcias por mentirem a Faraó?
Êxodo 1:15-21
E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias, uma das quais se chamava Sifrá, e outra Puá, e disse-lhes: Quando fizerdes o parto das hebreias, e olhardes os assentos, se for filho, matai-o; e se for filha, então viva. Mas as parteiras temeram a Deus, e não fizeram como o rei do Egito lhes mandara; em vez disso, preservaram a vida dos meninos. E o rei do Egito mandou chamar às parteiras e lhes perguntou: Por que fizestes isto, que preservastes a vida dos meninos? As parteiras responderam a Faraó: As mulheres hebreias não são como as egípcias; pois são fortes, de maneira que dão à luz antes
No Egito, o rei ordena que as parteiras hebreias Sifrá e Puá matem todo menino hebreu ao nascer, mantendo vivas apenas as meninas. As parteiras, porém, temem a Deus e desobedecem: preservam a vida dos meninos. Chamadas por Faraó, elas dizem que as mulheres hebreias dão à luz antes que a parteira chegue. O texto registra que Deus fez bem a elas e, por temerem a Deus, lhes deu famílias. O problema que o leitor sente é direto: parece que Deus recompensou uma mentira. Mas o versículo 21 é específico sobre o motivo: "por as parteiras terem temido a Deus". O texto narra a explicação dada a Faraó sem declará-la certa ou errada em si, e é essa lacuna que gerou séculos de debate cristão sobre mentira, obediência e proteção da vida inocente.
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