sábado, 20 de junho de 2026
Se a salvação não é por obras, por que o critério aqui são obras?
Mateus 25:37-40
Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer, ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro, e te acolhemos, ou nu, e te vestimos? E quando te vimos doente, ou na prisão, e viemos te visitar?” E o Rei lhes responderá: “Em verdade vos digo que, todas as vezes que fizestes a um destes menores dos meus irmãos, fizestes a mim”.
A cena descreve o julgamento final, e o critério enunciado é inteiramente de ação: comida, bebida, acolhida, roupa, visita. Isso levanta uma pergunta legítima para quem leu Paulo, e ela não se resolve dizendo que obras são consequência — porque no texto elas são a única coisa mencionada. Antes de tentar conciliar, vale registrar o detalhe que quase toda leitura atropela: os dois grupos ficam surpresos. Os aprovados perguntam quando fizeram; os reprovados perguntam quando deixaram de fazer. Nenhum dos dois lados sabia o que estava fazendo. Isso elimina de saída qualquer leitura em que alguém acumula méritos com a intenção de ser aprovado — porque a intenção, no texto, está ausente dos dois lados.
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