domingo, 7 de junho de 2026
Neemias fechou os portões de Jerusalém e ameaçou usar força para impor o sábado — foi extremismo religioso?
Neemias 13:15-22
Naqueles dias vi em Judá alguns que pisavam nas presnas de uvas no sábado, e que traziam feixes, e carregavam asnos, como também vinho, uvas, figos, e todo tipo de carga, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e os adverti quanto ao dia em que vendiam alimentos. Também tírios estavam nela que traziam peixe e toda mercadoria, e vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém. Assim repreendi aos nobres de Judá, e disse-lhes: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado? Por acaso não fizeram assim vossos pais, e nosso Deus trouxe todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? Por
Ao retornar a Jerusalém depois de um período na corte persa, Neemias encontra o sábado sendo violado: judeus carregando mercadorias e comerciantes de Tiro vendendo peixe dentro dos muros, no mesmo dia que a lei de Moisés reservava ao descanso. A prática contradizia o pacto que o povo havia assinado por escrito pouco antes, comprometendo-se a não comprar nem vender no sábado. Neemias repreende os nobres que permitiram o comércio, manda fechar os portões de Jerusalém do entardecer de sexta-feira até o fim do sábado, posiciona guardas de confiança e ameaça usar força contra os mercadores que passam a esperar do lado de fora do muro. A passagem levanta uma pergunta legítima sobre os limites da autoridade religiosa e civil, e sobre a responsabilidade de um líder por proteger um compromisso que a comunidade já havia assumido.
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