terça-feira, 12 de maio de 2026
Dia 42 de 90 · As parábolas que não fecham
Uma dívida sem comparação
O servo devia dez mil talentos. Um talento valia cerca de seis mil denários, e um denário era o salário de um dia de trabalho — o que põe a dívida dele perto de sessenta milhões de denários. O colega dele devia cem.
A proporção entre as duas dívidas passa de seiscentas mil para um. Não é exagero de quem conta a história depois; é a aritmética que o próprio texto sustenta. O servo é perdoado da dívida impossível, sai, encontra o colega, e o agarra pela garganta cobrando os cem denários — poucos meses de salário perto do que ele acabou de dever e não pagar.
A parábola termina numa frase dura: o senhor entrega o servo aos torturadores, e Jesus acrescenta que assim fará o Pai celestial com quem não perdoar de coração. Não é uma ameaça solta no ar. É a mesma desproporção olhada de outro ângulo — quem recebeu perdão do tamanho de sessenta milhões e nega perdão de cem está tratando as duas dívidas como se fossem parecidas, quando não são.
Oração de hoje
Senhor, eu meço a ofensa do outro sem lembrar do tamanho do que já me foi perdoado. Me mostra essa desproporção antes que eu cobre a conta errada. Que o perdão que recebi apareça no perdão que eu dou.
O estudo desta passagem
Deus retira o perdão de quem não perdoa?
O que significa a parábola do servo incompassivo?
Ler a explicação completaEstes textos ainda não passaram por revisão teológica. A passagem citada é o texto oficial da tradução, conferido por script.