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Significado Bíblico
Adversárioavançada

Salmaneser V, rei da Assíria

Quem foi Salmaneser, o rei assírio que cercou Samaria?

Ficha do personagem

Cerca de 727-722 a.C.; Assíria e Samaria

Aparece em

Relações

Resposta curta

Salmaneser V reinou sobre a Assíria de cerca de 727 a 722 a.C. Segundo , Oseias, último rei de Israel, tornou-se seu vassalo e pagava tributo, mas depois conspirou com o Egito e deixou de pagar. O rei assírio o prendeu e sitiou Samaria por três anos. Samaria caiu no nono ano de Oseias, e o povo foi levado para regiões da Assíria e da Média. A autoria da conquista final é discutida: o texto bíblico usa verbos no singular e no plural, uma crônica babilônica atribui a destruição a Salmaneser, e Sargão II, seu sucessor, afirma ter conquistado a cidade. O verbete apresenta o que o texto diz e o que as fontes permitem concluir.

Onde ele aparece

Como isso aponta para Jesus

Ligação indireta

O relato de Salmaneser não contém tipologia nem cumprimento diretamente cristológico. Sua relação com a história da salvação é de contexto: a queda de Samaria e a dispersão do reino do norte pertencem ao pano de fundo das esperanças proféticas de restauração de 'todo o Israel', que o Novo Testamento retoma, por exemplo, ao falar das doze tribos () e do reino restaurado ().

Respaldo no Novo Testamento:

Em palavras simples

Salmaneser V foi um rei da Assíria que governou por volta de 727 a 722 a.C. Oseias, último rei do reino de Israel, pagava tributo a ele, mas parou de pagar e pediu ajuda ao Egito. Salmaneser prendeu Oseias e cercou a cidade de Samaria durante três anos. Depois que a cidade caiu, muitos israelitas foram levados para outras regiões do império. Os historiadores discutem se a conquista final foi dele ou do seu sucessor, Sargão II.

O mundo dele

Salmaneser V (em assírio, Shulmanu-asharedu) era filho de Tiglate-Pileser III, o rei que reorganizou o império assírio e já havia reduzido Israel a um reino pequeno em torno de Samaria (). Antes de reinar, Salmaneser parece ter servido como governante ou comandante no oeste. Assumiu o trono em 727 a.C., e também reinou sobre a Babilônia, onde foi conhecido pelo nome Ululayu. Seu reinado foi curto e é pouco documentado: não restaram anais longos, e muito do que se sabe vem de listas de reis e de crônicas.

O reino de Israel, no norte, estava em decadência. Oseias, filho de Elá, chegou ao trono depois de matar Peca () e foi aceito pelos assírios como rei vassalo. O texto bíblico diz que 'Salmaneser, rei da Assíria, subiu contra ele; e Oseias ficou sendo seu servo e pagava tributo' (). Pagar tributo era a forma normal de manter a autonomia limitada sob um império, e atrasar ou recusar o pagamento era visto como rebelião.

A situação política internacional pesou na decisão de Oseias. Ele enviou mensageiros a 'So, rei do Egito' (), figura cuja identidade é debatida entre os historiadores: pode ser um faraó, um governante regional do delta ou um nome abreviado de uma cidade, como Saís. De todo modo, o Egito prometia apoio que nunca se concretizou. A Bíblia fala de Salmaneser como o rei que vem 'contra Samaria' e relaciona sua ação à infidelidade política de Oseias, mas o autor de Reis atribui a queda também à idolatria de Israel (). O cerco de Samaria durou três anos e envolveu uma cidade bem fortificada, construída sobre uma colina, o que explica a duração. A Bíblia não descreve as operações militares, a fome ou a rendição final; limita-se a registrar o cerco e o resultado, de modo que os detalhes dependem das inscrições assírias e de reconstruções modernas.

A história

A narrativa de resume os fatos: Oseias foi aprisionado, o rei da Assíria cercou Samaria por três anos e, no nono ano de Oseias, 'o rei da Assíria tomou Samaria e transportou Israel para a Assíria', estabelecendo-os em Hala, no Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos. retoma o relato do ponto de vista de Judá, datando o cerco no quarto ano de Ezequias (sétimo de Oseias) e a queda no sexto ano de Ezequias (nono de Oseias). Aqui, o verbo que descreve a tomada da cidade está no plural: 'tomaram-na'.

A questão histórica é saber quem completou a conquista. Os anais do rei Sargão II, que sucedeu Salmaneser em 722 a.C., afirmam que ele sitiou e conquistou Samaria e deportou cerca de 27 mil pessoas. A Crônica Babilônica, por outro lado, diz que Salmaneser 'destruiu Samaria'. Os historiadores propõem várias soluções. Uma é que Salmaneser iniciou e concluiu o cerco, e que a cidade caiu logo antes de sua morte ou de sua deposição, com Sargão colhendo os frutos e registrando a conquista como sua. Outra é que Samaria caiu em 722, sob Salmaneser, e que uma revolta posterior, em 720 a.C., exigiu nova campanha de Sargão, que também incluiu deportações. Há ainda estudiosos que atribuem a Sargão a conquista final e leem a Crônica de modo diferente. O texto bíblico, ao usar verbos no plural e no singular, não resolve a questão, e o verbete não pode fingir que ela esteja fechada.

O que o relato bíblico enfatiza é o sentido teológico: o autor de Reis explica que a queda de Samaria ocorreu porque Israel pecou contra o Senhor, seguiu outros deuses e rejeitou os avisos dos profetas (). Salmaneser aparece quase como instrumento, e a ênfase está no povo que perdeu a terra. A política assíria de deportação, transferindo populações para outras partes do império, também fazia parte de uma estratégia de controle conhecida em outras fontes. Esse processo está ligado à formação posterior dos samaritanos (), outro tema tratado em outros verbetes, em que o texto bíblico descreve a chegada de novos povos à região. Quanto a Salmaneser, as fontes não registram o fim de sua vida de modo claro: sabe-se apenas que Sargão assumiu o trono em 722 ou 721 a.C., e há estudiosos que veem nessa mudança uma tomada de poder, e não uma sucessão tranquila. Essa incerteza sobre o encerramento do reinado se soma à incerteza sobre a queda de Samaria, e é por isso que os verbetes sobre a Assíria costumam apresentar datas aproximadas.

O que costumam dizer errado3
  • Dizem que:Salmaneser V foi o rei assírio que destruiu Israel e levou as dez tribos, que desapareceram sem deixar rastro.

    O texto bíblico atribui a deportação ao 'rei da Assíria' e a fontes assírias a Sargão II, e a datação da conquista final é debatida. Além disso, a ideia de dez tribos 'perdidas' é uma tradição posterior: Reis fala de deportados, e textos bíblicos como mostram israelitas do norte que permaneceram na terra.

  • Dizem que:A Bíblia diz que Sargão II conquistou Samaria.

    O nome de Sargão aparece na Bíblia apenas em , em outro contexto, a conquista de Asdode. Os textos sobre a queda de Samaria falam apenas do 'rei da Assíria'; a atribuição a Sargão vem das inscrições assírias.

  • Dizem que:Salmaneser V e Salmaneser III são a mesma pessoa.

    São reis diferentes. Salmaneser III reinou no século IX a.C. e é lembrado pelo Obelisco Negro, que mostra um tributo de Jeú (ou de seu emissário). Salmaneser V reinou mais de cem anos depois.

Como diferentes tradições cristãs leem4

Cristãos comprometidos com a Bíblia divergem aqui. As leituras abaixo estão descritas como seus próprios defensores as descreveriam — este site não escolhe por você.

  • Judaica

    A tradição rabínica lê a queda de Samaria como consequência da infidelidade de Israel e discute o destino das tribos deportadas. Algumas fontes antigas sustentam um retorno futuro delas, enquanto outras o negam, e a discussão permanece como tema aberto na literatura rabínica.

  • Católica

    Interpreta o episódio dentro da pedagogia divina, em que o juízo sobre o reino do norte é consequência da infidelidade e prepara a mensagem dos profetas sobre restauração. A Igreja não toma posição sobre a questão de quem tomou Samaria, assunto que cabe aos historiadores.

  • Protestante

    Muitos comentaristas enfatizam a lógica de aliança de , em que a queda é vista como consequência de desobediência continuada. Em geral aceitam as questões cronológicas como matéria de pesquisa histórica, e várias propostas de harmonização convivem.

  • Crítica histórica

    Estudiosos como Becking e Younger discutem a relação entre as fontes: alguns atribuem a Salmaneser a queda de 722 a.C., outros veem Sargão como conquistador final, e uma terceira posição reconhece duas etapas, em 722 e 720 a.C. A questão depende de como se leem a Crônica Babilônica e os anais de Sargão.

O que fazer com isso

O verbete de Salmaneser mostra uma virtude da leitura honesta: reconhecer o que a documentação deixa em aberto. A Bíblia e as fontes assírias concordam no essencial, o fim do reino do norte, mas divergem em quem assinou a vitória. Esse tipo de limite convida a ler os textos antigos sem forçar harmonizações e a respeitar a distância entre o que eles dizem e o que desejaríamos saber.

Passagens relacionadas8
Fontes consultadas4
  • Bob Becking. The Fall of Samaria: An Historical and Archaeological Study, 1992.
  • K. Lawson Younger Jr.. The Fall of Samaria in Light of Recent Research (Catholic Biblical Quarterly 61), 1999.
  • Mordechai Cogan e Hayim Tadmor. II Kings (Anchor Bible), 1988.
  • Albert Kirk Grayson. Assyrian and Babylonian Chronicles, 1975.

Obras em domínio público. A bibliografia completa e o método estão em Fontes e bibliografia.

Perguntas frequentes

Quem conquistou Samaria, Salmaneser V ou Sargão II?

Os historiadores divergem. A Bíblia fala do 'rei da Assíria'; uma crônica babilônica atribui a destruição a Salmaneser, e os anais de Sargão II afirmam que ele a conquistou. Há propostas de que a cidade tenha caído sob Salmaneser, com campanhas adicionais de Sargão.

Quanto durou o cerco de Samaria?

Três anos, segundo e 18:10. O cerco começou no quarto ano de Ezequias e terminou no sexto, equivalentes ao sétimo e ao nono ano de Oseias.

Quem foi 'So, rei do Egito'?

A identificação é debatida. Pode ser um faraó, um governante local do delta ou o nome de uma cidade, como Saís. Os textos bíblicos não esclarecem, e as fontes egípcias não mencionam Oseias.

Para onde os israelitas foram levados?

Segundo , para Hala, para o Habor, junto ao rio Gozã, e para as cidades dos medos. Essas regiões estavam no norte da Mesopotâmia e a leste, dentro do império assírio.

Outros personagens

Publicado em 05/11/2026

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O que foi conferido

  • Citação conferida contra o texto de Bíblia Livre (Textus Receptus)
  • 4 obras citadas, com autor e ano
  • 3 afirmações populares checadas e refutadas
  • 4 tradições cristãs apresentadas lado a lado
  • Editor responsável: Julio Andolfo
  • Revisão teológica por pessoa nomeada — ainda não feita. Enquanto não for, dizemos isso aqui em vez de assinar um nome.

Uma explicação nova por semana

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