Por que Paulo empilha sete citações do Antigo Testamento em Romanos 3
Depois de argumentar que judeus e gentios estão igualmente sob pecado, Paulo não resume a conclusão com suas próprias palavras: ele encadeia sete citações consecutivas de Salmos e Isaías, uma atrás da outra, formando um mosaico de acusação que cobre garganta, língua, lábios, boca, pés e olhos. Essa técnica de encadear vários versículos em sequência sobre um mesmo tema era método de argumentação conhecido na tradição rabínica, usado aqui para mostrar que a acusação de pecado universal não é invenção pessoal de Paulo, mas conclusão já presente, espalhada e repetida, dentro das próprias Escrituras de Israel. O resultado é um argumento que soa como veredito coletivo da própria tradição escriturística, não como opinião isolada de um apóstolo específico.