Quem é o "outro Consolador" prometido por Jesus?
A palavra grega é *parakletos*, e ela é difícil de traduzir porque cobre várias funções ao mesmo tempo: advogado de defesa, intercessor, alguém chamado para ficar ao lado e ajudar.

Alguns temas não cabem num parágrafo sem virar caricatura. Estes textos são mais longos de propósito, e assumem que quem chegou até aqui quer entender de verdade.
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A palavra grega é *parakletos*, e ela é difícil de traduzir porque cobre várias funções ao mesmo tempo: advogado de defesa, intercessor, alguém chamado para ficar ao lado e ajudar.
Em Atos 2, eram idiomas reais, e o texto prova isso de duas maneiras: os ouvintes "ouviam falar cada um na sua própria língua", e Lucas lista quinze regiões de origem, uma a uma.
Paulo faz uma afirmação forte e delimitada, e as duas coisas importam.
É o texto mais citado do Novo Testamento nesta discussão, e há dois dados sobre ele que quase nunca aparecem quando é citado.
O versículo é frequentemente citado sozinho, e citá-lo sozinho inverte a função dele. Ele termina com ponto e vírgula no grego: a frase continua no versículo 24 — "sendo justificados gratuitamente pela sua graça".
Imputação é termo técnico de origem contábil: creditar algo à conta de alguém. A doutrina da imputação da justiça de Cristo afirma que, na justificação, a justiça perfeita de Cristo é creditada — contada, reconhecida legalmente — à conta do crente que crê, distinta de uma justiça infundida gradualmente dentro dele ao longo do tempo.
A objeção é tão óbvia que Paulo a levanta ele mesmo, na primeira frase do capítulo seguinte: "que diremos pois? permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?".
O versículo é o centro de uma das discussões mais longas da história cristã, e boa parte dela gira em torno de duas palavras: *proegno*, "conheceu antes", e *proorisen*, "predestinou".
Duas coisas resolvem a maior parte do desconforto, e nenhuma delas resolve o texto inteiro.
O versículo abre a discussão sobre cessação dos dons, e ela gira em torno do versículo 10: "quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado".
Paulo faz aqui algo raro em textos religiosos: enuncia a condição sob a qual a própria mensagem seria falsa.
É provavelmente o versículo mais obscuro de Paulo, e há mais de trinta propostas de interpretação registradas ao longo da história.