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Significado Bíblico

Ezequiel 23

2 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.

Personagens obscurosEzequiel 23:1-4

Oolá e Oolibá: os nomes que escondem um trocadilho

Em Ezequiel 23:1-4, o profeta apresenta duas irmãs, Oolá e Oolibá, como personificações de Samaria e Jerusalém, as duas capitais dos reinos de Israel e Judá. Os nomes não são aleatórios: em hebraico, Oolá (Oholah) significa algo como 'a sua própria tenda', enquanto Oolibá (Oholibah) significa 'minha tenda está nela'. O trocadilho gira em torno da raiz hebraica ohel, tenda, associada tanto ao santuário quanto aos altares idólatras em lugares altos. Samaria tem 'sua própria' tenda de culto ilegítimo; Jerusalém tem 'a tenda de Deus' dentro dela — o templo — o que torna sua infidelidade ainda mais grave, por trair uma proximidade maior com a presença divina. A maioria das traduções em português preserva os nomes transliterados, mas perde completamente esse jogo sonoro e teológico do original.

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Este é o trecho mais explícito de toda a Bíblia?

Ezequiel 23 conta a história de duas irmãs, Oolá (Samaria) e Oolibá (Jerusalém), usando a imagem da prostituição para descrever a infidelidade das duas nações a Deus. Em Ezequiel 23:19-21, o texto diz que Oolibá multiplicou suas prostituições, relembrando-se dos dias de sua juventude no Egito, e descreve seus amantes egípcios com uma comparação chocante: carne como a de jumentos e fluxo como o de cavalos.

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