
Quem são os quatro cavaleiros do Apocalipse?
O que representam os cavalos branco, vermelho, preto e amarelo?
E eu olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava sentado sobre ele, seu nome era Morte; e o Xeol o seguia. E foi-lhes dada autoridade para matar a quarta parte da terra, com espada, com fome, com morte por doença, e com os animais ferozes da terra.
Resposta curta
Três dos quatro são identificados pelo próprio texto ou pelo que carregam: o segundo tira a paz da terra e recebe uma grande espada; o terceiro traz uma balança e uma tabela de preços de fome; o quarto é nomeado — "seu nome era Morte".
O primeiro é o disputado. Cavalo branco, arco, coroa, "saiu vencendo, e para vencer" — e há duas leituras opostas, uma que o identifica com Cristo e outra com uma falsificação.
lista quatro juízos que correspondem quase item por item: espada, fome, feras e peste.
Como isso aponta para Jesus
Cumprimento diretoQuem abre os selos é o Cordeiro, e o capítulo 5 estabelece por que: "digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos, porque foste morto". A autoridade sobre os quatro cavaleiros é derivada — todos recebem, nenhum toma. E o mesmo livro termina com "não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor".
Respaldo no Novo Testamento: ; ;
Em palavras simples
Só o quarto cavaleiro tem nome: Morte. Os outros são reconhecidos pelo que carregam. O segundo tira a paz da terra com uma espada grande. O terceiro traz uma balança e preços de fome — cerca de dez vezes o normal, uma crise que aperta o pobre sem destruir tudo. O primeiro é o mais discutido: cavalo branco, arco e coroa. Uns acham que é o próprio Cristo vencendo; outros, que é uma imitação da vitória dele. As duas leituras têm bons argumentos, e o texto não decide sozinho.
O que todos têm em comum é isto: em cada caso, o texto diz que 'foi dado' a eles agir. Eles não têm poder próprio, e só atingem uma parte do mundo. Quem abre a porta para eles é o Cordeiro, o mesmo que, no fim do livro, promete acabar com toda morte e todo choro.
Contexto histórico
Os cavaleiros são os quatro primeiros dos sete selos, abertos pelo Cordeiro no capítulo 6.
A imagem tem precedente. e descrevem cavalos de cores que percorrem a terra, enviados como patrulha — e as cores são parecidas.
A estrutura dos quatro é uniforme: um dos quatro seres viventes diz "vem", e o cavaleiro sai. A repetição marca que eles formam um bloco, distinto dos três selos seguintes.
O cavalo do quarto é descrito com a palavra grega *chloros*, de onde vem "clorofila" — verde-amarelado, a cor de um cadáver. Traduções variam entre amarelo e pálido.
E o texto informa o alcance: autoridade sobre a quarta parte da terra. É juízo parcial, não total, e essa limitação é característica de toda a seção.
Aprofundamento
A disputa sobre o primeiro cavaleiro merece detalhe, porque as duas leituras são bem defendidas.
A favor de identificá-lo com Cristo: traz Cristo sobre um cavalo branco, e o branco é a cor da vitória e da pureza no livro inteiro. A coroa é *stephanos*, coroa de vencedor.
Contra: em 19:11 ele traz espada e muitos diademas — *diadema*, coroa real —, e não arco e uma *stephanos*. Além disso, colocar Cristo como primeiro de uma série de calamidades é estranho, e o Cordeiro é quem abre o selo — seria estranho abrir um selo para enviar a si mesmo.
A leitura alternativa entende conquista militar, ou uma falsificação da vitória de Cristo. O arco é associado aos partas, inimigos temidos de Roma, conhecidos como arqueiros a cavalo — detalhe que leitores do primeiro século reconheceriam.
Sobre o terceiro cavaleiro, a tabela de preços é um dos detalhes mais concretos do livro: uma medida de trigo por um denário, três de cevada por um denário — cerca de dez vezes o preço normal, mas não fome absoluta. E "não danifiques o azeite e o vinho", o que sugere escassez que atinge o pobre sem afetar o luxo.
É uma descrição precisa de crise econômica, e não de aniquilação.
A correspondência com — "meus quatro maus juízos: espada, fome, feras e peste" — é próxima o bastante para ser reconhecida pela maioria dos comentaristas como fonte deliberada.
As leituras gerais do livro se aplicam aqui: preterista, que vê eventos do primeiro século; historicista, que vê a história da igreja; futurista, que vê o fim; e idealista, que vê padrões recorrentes.
O que costumam dizer errado3 afirmações
Dizem que:Os quatro cavaleiros são identificados como fome, guerra, peste e morte pelo texto.
Só o quarto é nomeado. Os demais são identificados pelo que carregam e pelo que fazem, e o primeiro é disputado entre duas leituras opostas.
Dizem que:O primeiro cavaleiro é certamente Cristo.
traz Cristo em cavalo branco, com diademas e espada — não arco e coroa de vencedor. E é o Cordeiro quem abre o selo, o que torna estranho enviar a si mesmo.
Dizem que:O terceiro cavaleiro descreve fome total.
A tabela de preços indica cerca de dez vezes o valor normal, com azeite e vinho preservados. É crise econômica que atinge o pobre, não aniquilação.
Como diferentes tradições cristãs leem3 leituras
Cristãos comprometidos com a Bíblia divergem aqui. As leituras abaixo estão descritas como seus próprios defensores as descreveriam — este site não escolhe por você.
Juízos limitados sobre a história
Correspondem aos quatro juízos de e atingem uma fração declarada. Sustentada pela repetição de "foi dado". É a leitura mais ampla.
Primeiro cavaleiro como conquista ou falsificação
O arco remete aos partas, e a figura seria uma imitação da vitória de Cristo. Majoritária entre comentaristas atuais.
Primeiro cavaleiro como Cristo ou o evangelho
O branco e a coroa de vencedor apontariam para a difusão da mensagem. Antiga, presente em vários Padres.
No original3 termos
χλωρόςchloros
"Verde-amarelado, pálido". A raiz de "clorofila". Descreve a cor do quarto cavalo — a de um cadáver.
στέφανοςstephanos
"Coroa de vencedor", de louros. Distinta de *diadema*, a coroa real que Cristo usa em .
ἐδόθηedothe
"Foi dado". Voz passiva repetida ao longo do capítulo — nenhum dos cavaleiros toma autoridade por conta própria.
O que fazer com isso
A limitação é o dado que mais salta na leitura atenta: "foi-lhes dada autoridade".
A voz passiva se repete ao longo do capítulo. Foi dada uma coroa, foi dado tirar a paz, foi dada uma balança, foi dada autoridade sobre a quarta parte.
Os cavaleiros não têm autoridade própria. E o alcance é uma fração declarada, não o todo.
Para leitores sob perseguição — que eram os destinatários originais — essa é a informação relevante. As calamidades descritas não são caos sem controle; são limitadas, e o que as libera é a abertura de um selo por alguém identificado como Cordeiro.
Passagens relacionadas6
Toque numa referência para ler o texto sem sair da página.
Fontes consultadas3 obras
- Matthew Henry. Commentary on the Whole Bible, 1710.
- Henry Alford. The Greek Testament, 1863.
- Albert Barnes. Notes on the Bible, 1834.
Obras em domínio público. A bibliografia completa e o método estão em Fontes e bibliografia.
Perguntas frequentes
Qual a relação com Zacarias?
e 6 descrevem cavalos coloridos enviados a percorrer a terra. As cores e a função de patrulha são próximas o bastante para que a maioria dos comentaristas veja dependência deliberada.
Por que os cavaleiros atingem só a quarta parte?
O texto declara o limite. É característico da seção dos selos e das trombetas, em que os juízos são parciais — um terço, uma quarta parte —, e não totais.
Como escolher entre as leituras do livro?
As quatro abordagens — preterista, historicista, futurista e idealista — têm defensores sérios, e muitos comentaristas combinam elementos. Saber qual está sendo usada evita boa parte da confusão.
Temas
- Juízo
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