Qual foi o pecado de Onã?
Não foi masturbação — o texto descreve coito interrompido, e o motivo está escrito na mesma frase: "sabendo Onã que a descendência não havia de ser sua".
3 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.
Não foi masturbação — o texto descreve coito interrompido, e o motivo está escrito na mesma frase: "sabendo Onã que a descendência não havia de ser sua".
Três meses depois de Tamar ficar grávida disfarçada à beira do caminho, chegou a notícia a Judá de que sua nora havia "cometido imoralidade sexual". Sem hesitar, ele mandou: "Tirai-a, e seja queimada." Mas quando a levavam para a execução, Tamar enviou ao próprio sogro o anel, o cordão e o cajado que ele havia deixado como penhor, pedindo que reconhecesse a quem pertenciam.
Gênesis 38:27-30 narra o parto gêmeo de Tamar, nora de Judá, ao final de uma das histórias mais tensas do livro de Gênesis. Durante o trabalho de parto, a mão de um dos bebês aparece primeiro, e a parteira amarra nela um fio escarlate, esperando que esse fosse o primogênito — mas é o outro irmão que rompe e nasce primeiro, recebendo o nome Pérez, de uma raiz hebraica que significa 'brecha, rompimento'. O irmão com o fio na mão nasce em seguida e é chamado Zerá. Esse detalhe aparentemente pequeno tem peso genealógico enorme: é justamente Pérez, o gêmeo da 'brecha' inesperada, que se torna ancestral direto de Boaz, do rei Davi e, segundo Mateus 1, do próprio Jesus — um nome nascido da confusão de um parto se transforma na porta de entrada para a linhagem messiânica.