O cordeiro pascal: sangue que marca e poupa da morte
Em Êxodo 12:1-13, Deus institui a Páscoa: cada família deveria sacrificar um cordeiro sem defeito e marcar as portas com seu sangue, para que o anjo destruidor poupasse os primeiros filhos daquela casa na noite em que o Egito seria julgado. Essa é uma das tipologias mais sólidas de todo o Antigo Testamento porque tem respaldo textual direto e explícito no Novo Testamento: Paulo chama Cristo diretamente de "nosso cordeiro pascal, que foi sacrificado" (1 Coríntios 5:7), e João Batista aponta para Jesus como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29), num contexto textual repleto de referências pascais. A ligação entre o cordeiro sem defeito de Êxodo 12 e a morte de Jesus, portanto, não é apenas inferência posterior de leitores cristãos, é afirmação direta feita pelos próprios autores do Novo Testamento.