"Tendo sustento e com que nos cobrir, estejamos contentes"
Antes do famoso aviso de que "o amor ao dinheiro é raiz de todos os males" (v.10), Paulo já havia fixado o padrão em 1 Timóteo 6:6-8: piedade com contentamento é grande ganho, porque nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele. A lista de necessidades reais que sustentam esse contentamento cabe em duas palavras no grego — sustento e cobertura, ou seja, comida e algo para se vestir e se abrigar. Não é elogio à pobreza nem promessa de que a fé traz prosperidade material; é uma redefinição do que conta como suficiente. Paulo escreve isso a Timóteo num contexto de falsos mestres que tratavam a religião como fonte de lucro (v.5), e o contraste é direto: para eles, piedade era meio de ganhar dinheiro; para Paulo, contentamento diante do básico já é, em si, o ganho.