O perfume de Maria valia um ano de salário: foi desperdício ungir os pés de Jesus?
Seis dias antes da Páscoa, num jantar em Betânia, Maria, irmã de Lázaro e Marta, derrama sobre os pés de Jesus um litro de nardo puro, perfume importado da Índia, e os enxuga com os próprios cabelos (João 12:3). O texto informa o valor: trezentos denários, quantia próxima ao salário de um trabalhador comum por um ano inteiro de labuta. Judas Iscariotes reage com indignação calculada, perguntando por que aquilo não foi vendido para ajudar os pobres (12:4-5), mas João revela que sua objeção escondia interesse próprio, já que administrava a bolsa comum e costumava desviar recursos (12:6). Jesus defende o gesto de Maria e o interpreta como preparação para seu próprio sepultamento (12:7), transformando extravagância aparente em ato de devoção com sentido profético.