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Significado Bíblico

Êxodo 21

5 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.

A Bíblia aprova a escravidão?

A lei do Antigo Testamento regula uma instituição que já existia em todo o Antigo Oriente Próximo — ela não a inventa. E o que ela faz com essa instituição é limitá-la de formas sem paralelo na época: libertação obrigatória no sétimo ano, direito à vida, punição ao senhor que ferisse o servo, proibição de devolver escravo fugido.

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Por que amaldiçoar pai ou mãe era punido com a morte

Êxodo 21:12-17 é um pequeno código legal que trata de homicídio, sequestro e agressão contra os pais na mesma unidade — e chama atenção que "quem maldisser a seu pai ou a sua mãe" recebe a mesma pena capital reservada para quem mata ou sequestra uma pessoa (21:15,17). Aos olhos modernos, isso parece equiparar um insulto verbal a um crime violento grave, e é preciso resistir à tentação de amaciar essa dificuldade.

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A lei sobre a mulher grávida ferida trata o feto como pessoa?

Êxodo 21:22-25 descreve dois homens brigando: no confronto, uma mulher grávida é atingida e o texto, nesta versão, diz que ela "aborta" — embora o hebraico também permita ler a frase como um parto antes do tempo. Sem "morte" (no hebraico, ason, "dano"), o responsável paga a multa que o marido exigir, confirmada pelos juízes. Havendo esse dano, aplica-se a lei de talião: vida por vida, olho por olho, dente por dente, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

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A lei que dava liberdade ao escravo que perdia um olho ou um dente nas mãos do senhor

Êxodo 21:26-27 estabelece que, se um senhor ferir o olho de seu escravo ou escrava, ou arrancar um dente, causando dano permanente, deve dar a ele a liberdade como compensação. É uma lei incômoda de ler porque pressupõe um sistema de servidão que o texto não abole, mas que, dentro desse sistema, cria um freio jurídico raro para a época: dano corporal permanente causado pelo senhor tinha custo concreto e imediato, a perda do próprio escravo pela alforria. Diferente da lei anterior (21:18-21), que trata de espancamento sem dano duradouro, este texto mede especificamente perda de função física permanente e responde com a medida mais forte disponível dentro daquele sistema legal antigo: libertação obrigatória, sem indenização financeira substituta.

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