Quem é "o deus deste século"?
A leitura majoritária identifica a expressão com Satanás, e o Novo Testamento usa títulos semelhantes em outros lugares: "príncipe deste mundo", em João, e "príncipe das potestades do ar", em Efésios.
3 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.
A leitura majoritária identifica a expressão com Satanás, e o Novo Testamento usa títulos semelhantes em outros lugares: "príncipe deste mundo", em João, e "príncipe das potestades do ar", em Efésios.
Em 2 Coríntios 4:7-9, Paulo diz que os cristãos trazem 'este tesouro em vasos de barro', para que a excelência do poder venha de Deus e não deles mesmos. A imagem só funciona plenamente quando se sabe que vasos de barro, no mundo antigo, eram os recipientes mais baratos e descartáveis que existiam — usados para transportar mercadorias comuns e depois jogados fora quando trincavam, o que acontecia com facilidade. Paulo não está elogiando um material nobre que se revela resistente; ele escolhe deliberadamente o recipiente mais frágil e sem valor para explicar por que apóstolos atribulados, perseguidos e aparentemente destruídos ainda carregam, sem se quebrar por completo, uma mensagem de valor imenso. A fragilidade do vaso é o próprio argumento, não um detalhe incidental que se poderia trocar por outro material sem perda de sentido.
Poucos versículos antes de falar em "leve e momentânea aflição", Paulo tinha descrito perseguições concretas: "afligidos... perseguidos... abatidos" e "sempre entregues à morte por causa de Jesus" (2Co 4,8-11). Ele não nega a dor nem finge que ela é pequena. Compara duas grandezas com vocabulário de peso: de um lado, aflição "leve"; do outro, "um peso eterno de excelentíssima glória". No grego, essa expressão usa um reforço duplo raro, a mesma construção que deu origem à palavra "hipérbole".