Quando eu preciso pedir perdão
Deus, eu fiz. Não foi mal-entendido, não foi cansaço, não foi culpa das circunstâncias. Eu sabia e fiz assim mesmo.
Eu não quero explicar de novo, nem para você nem para mim. Explicar tem sido o meu jeito de não olhar direito.
Me limpa disso. E me dá coragem para a parte que não é entre nós dois: procurar a pessoa, dizer sem enfeite o que eu fiz, sem transformar o pedido de desculpa num pedido de alívio para mim.
Se ela não me perdoar, que eu aceite. Perdão não é dívida que se cobra, e insistir seria fazer o mesmo estrago outra vez.
E me ajuda a mudar o que dá para mudar — porque arrependimento que não muda nada é só vergonha com nome bonito.