Nos primeiros dias, quando ainda não cabe
Deus, eu não estou entendendo. Sei o que aconteceu, sei repetir a frase quando alguém pergunta, e mesmo assim uma parte de mim continua esperando essa pessoa aparecer.
Eu não quero, por enquanto, ouvir que foi melhor assim. Talvez um dia eu consiga pensar alguma coisa parecida com isso. Hoje não.
O que eu peço é que você fique perto — não para explicar, só para ficar. Que eu consiga comer alguma coisa, dormir algumas horas e aceitar ajuda de quem oferecer, mesmo quando a ajuda vier desajeitada.
E se eu chorar em hora errada, no meio do supermercado ou dentro do carro parado, que eu não me julgue por isso. Chorar é o que o corpo sabe fazer com um tamanho que não cabe em palavra.