O vale dos ossos secos fala de ressurreição?
O próprio capítulo interpreta a visão, sete versículos depois: "estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança".
3 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.
O próprio capítulo interpreta a visão, sete versículos depois: "estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança".
Em Ezequiel 37:21-22, Deus promete tomar os filhos de Israel dentre as nações para onde foram espalhados, ajuntá-los e trazê-los de volta à sua terra, fazendo deles uma só nação sob um único rei, "e nunca mais serão duas nações, nem nunca mais serão divididos em dois reinos". O versículo explica o sinal das duas varas que Ezequiel havia unido antes (37:15-20): uma para Judá, outra para José e Efraim — os reinos do Sul e do Norte, separados desde a morte de Salomão.
Ezequiel profetizava no exílio babilônico, depois que Jerusalém caiu e o último rei de Judá, Zedequias, foi capturado e cegado pelos babilônios (2 Reis 25). Com a monarquia davídica praticamente extinta, o texto traz uma promessa surpreendente: "meu servo Davi será rei sobre eles, e todos eles terão um só pastor" (Ezequiel 37:24). Não se trata de Davi ressuscitado, mas de um descendente que ocupará seu lugar como rei, reunindo o povo dividido sob um único governo.